terça-feira, 22 de julho de 2008

Comer mais no café da manhã ajuda a emagrecer, diz estudo

O café da manhã pode ser realmente a principal refeição do dia para aqueles que estão tentando perder peso, segundo um estudo apresentado nesta semana no encontro anual da Sociedade de Endocrinologia, em San Francisco. A pesquisadora Daniela Jakubowicz, do Hospital de Clínicas de Caracas, disse aos presentes no encontro de San Francisco que comer pouco no café da manhã pode fazer com que a pessoa sinta necessidade de comer mais durante o dia. De acordo com ela, um café da manhã mais rico é mais eficiente em ajudar a perder peso, porque faz com que as pessoas se sintam mais satisfeitas e saudáveis durante o dia, já que inclui mais fibras e frutas. A porta-voz da Fundação Britânica de Nutrição complementa dizendo que há evidências de que um bom café da manhã pode ajudar quem quer perder peso. "Isso é provavelmente porque quando não comemos um bom café da manhã temos mais chances de ficar com fome antes do almoço e comer alimentos açucarados e gordurosos, como biscoitos ou bolos", ela disse.

Para saber mais (fonte): Ciência e Saúde

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Horário das refeições regula relógio biológico

relogio Investigando a complexa maquinaria do relógio biológico que controla os ritmos circadianos (como o ritmo da temperatura corporal, o ciclo vigília-sono e diversos ciclos hormonais), pesquisadores da Universidade Harvard encontraram um relógio secundário, associado à alimentação, que exerce um papel importante na sincronização de nossas funções fisiológicas ao ciclo ambiental de 24 horas. Publicado na revista Science, o artigo explica como os mamíferos tiveram de adaptar seus ritmos circadianos para evitar longos períodos de jejum. Esse relógio secundário parece ter sido uma vantagem evolutiva que favoreceu a sobrevivência, na medida em que permitiu que os animais alternassem períodos de sono e vigília de modo a maximizar as oportunidades de encontrar comida. Os autores acreditam que esses conhecimentos podem ter aplicação prática. Segundo eles, estratégias relacionadas ao horário das refeições ajudariam tanto as pessoas que passam pelos efeitos desagradáveis do jet-lag como trabalhadores em turno que enfrentam vários problemas, físicos e mentais, decorrentes da alteração de seus ritmos biológicos.

Para saber mais (fonte): Mente e Cérebro

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Diabetes, Colesterol e Hipertensão na infância

Um estudo realizado pela Unicamp, com 1.937 crianças e adolescentes entre 2 e 19 anos, mostrou que 44% dos entrevistados tinham níveis alterados de colesterol. Segundo a médica Eliana Cotta de Faria, uma das autoras da pesquisa, esses jovens estão mais propensos a terem problemas cardiovasculares. As causas para o desenvolvimento dessas doenças podem ser tanto genéticas como por fatores culturais. A menina Isabela Portela, 7 anos, por exemplo, sofre de colesterol alto assim como sua mãe, Iolanda Portela. "Levei a Isabela ao médico porque ela se cansava rápido e vivia indisposta", conta Iolanda. Além dos fatores genéticos, os jovens também passaram a ter doenças que antes só atingiam adultos por causa dos seus hábitos do dia-a-dia. "Eles ficam o dia todo em frente à TV e ao computador, totalmente sedentários. E ainda comem alimentos ruins, como salgadinhos e refrigerantes", diz o cardiologista Fernando Freitas, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. Segundo Freitas, os pais podem ajudar a melhorar a saúde dos filhos com pequenas medidas, como levar mais em conta o valor nutricional dos alimentos que compram. "É preciso ter em mente que o que a criança quer nem sempre é o que ela precisa", diz. Além disso, o médico aconselha a prática de exercícios. "Os pais têm de colocar a garotada para gastar suas energias."

Para saber mais (fonte): Portal Diabetes

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Uva

picoleuva

O bagaço de duas variedades de uva, subproduto do processamento de vinhos e  sucos que normalmente é descartado, pode contribuir para a redução do risco de cânceres e doenças cardiovasculares. A conclusão é de Emília Ishimoto, pesquisadora do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). Em sua tese de doutorado, a pesquisadora fez a desidratação e trituração da casca e das sementes de duas variedades de uva, cabernet sauvignon e isabel, para obtenção de um tipo de farinha de bagaço e, em seguida, para a elaboração de extratos concentrados. Para verificar seu potencial de comercialização, ela realizou uma avaliação sensorial com 43 indivíduos, por meio de um método para medir a aceitação do paladar em uma escala variável de sabor. “Os sorvetes foram aprovados sensorialmente e, após completarmos esse ciclo, fizemos o depósito de patente do processo de produção do sorvete e da farinha. Com esse mesmo processo também é possível produzir outros alimentos como bolos, pudins, iogurtes e barras de cereal”, afirmou.

Para saber mais (fonte): Agência FAPESP

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Rótulos de produtos diet e light não estão de acordo com a legislação

Estudo desenvolvido por nutricionista, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), verificou as informações dos rótulos de 75 artigos diet ou light disponíveis no mercado. Foram analisados os dados de produtos como sorvetes, creme de leite, sucos, refrigerantes, pão de forma, margarina, maionese, requeijão e doces industrializados. A pesquisa constatou que 100% das embalagens não atendem às normas sanitárias vigentes. Segundo Maria Clara Câmara, responsável pelo trabalho, entre os produtos light os maiores problemas são as tabelas nutricionais incompletas e ilegíveis e a ausência do número dos lotes. Já os artigos da outra categoria, em geral, não especificam o nome do sacarídeo, molécula simples de glicose que contribui para elevar o nível de açúcar no sangue; e não justificavam o uso dos termos diet e light. Alimentos dietéticos, de acordo com a nutricionista, precisam especificar se a característica se deve à ausência de gordura ou de açúcar. “Um diabético que consome um produto diet em sódio, achando que se trata de um artigo sem açúcar, pode ser muito prejudicado”, alerta. A autora do estudo chama atenção para outro problema: a ausência da indicação “consumir preferencialmente sob orientação médica ou do nutricionista”. “Encontrei rótulos que não apresentavam essa frase, cuja presença é determinada pela legislação”, afirma, lembrando que o consumidor deve verificar a embalagem e ler atentamente suas informações.

Para saber mais (fonte): Previ

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Obesidade infantil é causada por maus hábitos

De acordo com o endocrinologista e nutrólogo João César Castro Soares, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o grande vilão dessa geração é o novo estilo de vida familiar. Na maioria das casas, por exemplo, as refeições são feitas com os práticos produtos industrializados dos supermercados. Quem não acha mais fácil abrir um suco de caixinha do que descascar laranjas para fazer um refresco? Some-se a isso a rotina estressante das crianças, que desde pequenas são preparadas para o mercado competitivo e preenchem o dia com escola, lição de casa, curso de inglês, aula de violão, pesquisa na internet, bate-papo no orkut... “Essa ausência de movimento e a tensão diárias produzem hormônios que favorecem o ganho de peso. O cortisol, por exemplo, retém líquido e eleva o acúmulo de gordura”, explica o médico. Para piorar, no fim de semana, muitos pais exaustos até comemoram quando o filho prefere jogar videogame a andar de bicicleta no parque. Eles esquecem que a garotada de hoje, por conta da violência e dos compromissos, quase não sai de casa e só gasta energia durante a (rara) educação física na escola. “Essa quantidade de exercícios é pequena comparada ao consumo atual de calorias”, garante João César. O resultado dessas atitudes é alarmante, como mostram os dados de uma pesquisa realizada pela Escola Nacional de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rio de Janeiro, com 231 crianças de comunidades carentes e idades entre cinco e nove anos. Segundo a nutricionista Sueli Rosa Gama, uma das pesquisadoras, 11% delas tinham sobrepeso, 65% apresentava alguma alteração de gordura no sangue (triglicérides ou colesterol altos) e 3% já era portadora de hipertensão (doença típica de adultos). E, para comprovar que o mau exemplo dos adultos pode influenciar nas escolhas erradas das crianças, dos pais avaliados, 77% tinham hipertensão; 59%, excesso de peso; 42%, diabetes; e 40%, índices elevados de gordura no sangue.

Para saber mais (fonte): ITodas

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Estilo de vida saudável promove mudanças genéticas

Mudanças radicais no estilo de vida tais como uma dieta mais saudável ou a prática regular de exercícios físicos podem prover não apenas um corpo melhor, como também uma melhora rápida e dramática na atividade genética da pessoa, afirmaram pesquisadores dos Estados Unidos na segunda-feira. Em um pequeno estudo, os cientistas acompanharam 30 homens com câncer de próstata de baixo risco que decidiram não seguir o tratamento médico convencional, abrindo mão da cirurgia e das sessões de radiação ou terapia com hormônios. Os homens submeteram-se, durante três meses, a estilos de vida totalmente diferentes, incluindo uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos, legumes e produtos de soja, exercícios físicos moderados como caminhar uma hora e meia por dia e a realização de uma hora diária de práticas de gerenciamento de estresse, tais como meditação.
Conforme o esperado, o grupo perdeu peso, viu diminuir sua pressão arterial e verificou outros ganhos em termos de saúde corporal. Mas os pesquisadores descobriram a ocorrência de mudanças mais profundas quando compararam as biópsias da próstata feitas antes com aquelas feitas depois da adoção do novo estilo de vida. Após três meses, os homens tiveram uma mudança de atividade em cerca de 500 genes -- incluindo 48 deles que passaram a funcionar e 453 que deixaram de funcionar. A atividade de genes capazes de prevenir doenças aumentou ao passo que vários genes causadores de doenças, tais como os envolvidos no câncer de próstata e de mama, desligaram-se, segundo o estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. A pesquisa foi comandada por Dean Ornish, chefe do Instituto de Pesquisa sobre Medicina Preventiva em Sausalito, Califórnia, um conhecido defensor de mudanças no estilo de vida para melhorar a saúde das pessoas. "Essa é uma descoberta animadora porque, com freqüência, ouvimos as pessoas dizendo: 'Ah, isso é por causa da minha genética. O que eu posso fazer?'. Bom, parece que há muita coisa que podemos fazer", disse, em uma entrevista concedida por telefone, Ornish, que possui laços também com a Universidade da Califórnia em San Francisco. "Em apenas três meses, sou capaz de influenciar centenas dos meus genes com uma simples mudança na minha dieta e na forma como vivo. Isso é muito empolgante", afirmou Ornish. "As implicações do nosso estudo não se limitam aos homens com câncer de próstata." Segundo Ornish, os homens evitaram o tratamento médico convencional para o câncer de próstata por motivos alheios ao estudo. Mas, ao tomar essa decisão, permitiram que os pesquisadores analisassem as biópsias de pessoas com câncer antes e depois da mudança em seu estilo de vida. "Isso nos deu a oportunidade de ter um motivo ético para fazer repetidas biópsias em um período de apenas três meses porque eles precisariam submeter-se a isso de qualquer forma a fim de avaliar as alterações clínicas (no câncer de próstata)", disse Ornish.

Para saber mais (fonte): Ciência e Saúde